A MATERNIDADE
Ah, a maternidade… Quem poderia imaginar que a vida se reviraria de ponta a cabeça a partir de um simples teste de farmácia? Duas linhas. Um resultado. E, de repente, tudo parece improvável demais para ser real. A mente se embaralha em perguntas que surgem sem pedir licença: Será que eu dou conta? O que muda agora? O que posso comer? Que remédio posso tomar? Serei uma boa mãe? Existe mesmo uma vida crescendo dentro de mim? No primeiro ultrassom, os olhos enxergam um pequeno ser no útero, mas o coração dispara como se tentasse acompanhar o ritmo da novidade. Tudo parece sonho. E, mais uma vez, a pergunta insiste: isso está mesmo acontecendo? É uma dança silenciosa entre a ansiedade do desconhecido e a sensação de irrealidade. Até que o corpo começa a falar — a barriga cresce, os enjoos surgem, a pressão oscila, e os desejos se tornam urgentes, quase vitais. O corpo aprende uma nova linguagem. Quando menos se espera, o medo chega. Ele não grita, mas pesa. Obriga a desacelerar...








